Viagem do apóstolo Manuel Luiz à Guiné-Bissau
03.03.2010 | Ap. Manuel Luiz
«Em primeiro, quero agradecer as orações feitas em meu favor e testemunhar que as senti ao longo das duas semanas de trabalho e que sem elas, a minha viagem não teria sido tão abençoada», assim inicia o apóstolo Manuel Luiz o relatório da sua viagem a Guiné-Bissau de 7 a 20 de Janeiro de 2010.
Depois da ida do apóstolo maior Leber à Guiné-Bissau, esta foi a minha primeira viagem, e posso dizer que se assiste a um desenvolvimento e a um aprofundamento do viver e sentir a fé que ainda não se tinha visto. A procura da última alma faz com que todos dêem testemunho com alegria e convicção.
Das muitas vivências ocorridas gostaria de realçar três pontos desta minha viagem.
- Aquando da sua visita à Guiné-Bissau, o nosso apóstolo maior exprimiu o desejo de se alcançar as 100.000 almas. Para todos os ministros, sem excepção, não foi um peso, mas sim um incentivo e ao mesmo tempo um desafio para que este objectivo seja alcançado.
Fruto deste trabalho: fundei 6 comunidades, não dentro da mata como muitas existentes, mas junto das estradas principais, para que no futuro os viajantes também se apercebam do desenvolvimento da igreja, e lhe dê mais visibilidade.
- O casamento do apóstolo Amilo N’Dam na cidade de Bissorá. Esta cerimónia preencheu não só esta comunidade, mas, toda a cidade, com uma festa de amor, alegria e fé difícil de alcançar noutro lugar. E, como é bonito observar que em África, existe uma maravilhosa interligação entre tradição e fé, onde os usos e costumes não atentam contra a fé, mas pelo contrário dão-lhe autenticidade e enriquecem-na.
- A inauguração da nossa igreja em Ponta Vicente, distrito de Quinhamel. Quanto a esta inauguração é preciso dizer que devido a um programa aprovado e concebido pelo apóstolo de distrito, estão previstas ser construídas 24 igrejas no decorrer deste ano de 2010 nos três distritos de apóstolos, Norte, Centro e Sul, cada um com oito construções. Estas construções implicam o compromisso de três entidades:
O “soba” ou chefe da “tabanca” (aldeia, que na maioria das vezes não é da igreja, ou é muçulmano, ou segue a religião tradicional animista, culto ancestral da natureza) que oferece em nome da população um terreno á igreja.
A comunidade que participa com toda a mão-de-obra, desde limpar o terreno, fazer os blocos, abrir caboucos, edificar tudo até á construção final.
A Igreja que fornece todos os materiais necessários (o cimento, a areia, os pregos a madeira e a chapa ondulada de zinco para o telhado).
Graças a esta comunhão de vontades e meios, fé, coração e razão, pode-se construir um edifício digno para albergar as almas da igreja existente, onde todos se revêem através da sua participação, Assim, a “tabanca” torna-se mais rica com este valioso equipamento. Além disso, devido á poupança económica, permite sobretudo construir muitas mais igrejas para as tão carenciadas comunidades.
Durante esta viagem abençoada oficiei 25 serviços divinos, selei 717 almas, ordenei 16 sacerdotes e 48 diáconos e institui 3 dirigentes de comunidade.
Resta-me juntar “mantenhas” (saudações no Crioulo da Guiné) de todos os irmãos das comunidades visitadas para todos vós.
Com fraterno amor do vosso
Manuel luiz


