Alemanha Ocidental/Dortmund. Dentro de alguns dias, o apóstolo de distrito Rainer Storck vai ser aposentado e o apóstolo Stefan Pöschel assumirá a liderança da Igreja Regional Alemanha Ocidental. Na entrevista, os dois falam do tempo de preparação e das primeiras viagens que já fizeram juntos.
Ele está a adaptar-se bem, temos uma ligação muito boa e estou muito confiante no que respeita ao futuro da nossa Igreja Regional.
Está a ser muito intenso, com muitas impressões novas. O nosso apóstolo de distrito é como um irmão mais velho e somos muito amigos um do outro. Ele esforça-se muito a explicar as estruturas por vezes complexas e as especificidades das regiões por nós assistidas. No entanto, é provável que ainda demore algum tempo até que eu esteja aproximadamente ao nível do meu antecessor.
Todos os apóstolos de distrito e apóstolos de distrito adjuntos são convidados uma vez por ano pelo apóstolo maior a fazerem com ele uma viagem internacional. O objetivo é provavelmente conhecer outras Igrejas Regionais, as suas estruturas e as pessoas responsáveis, bem como passar algum “tempo de qualidade” com o nosso apóstolo maior. Só tenho uma coisa a dizer sobre esta viagem: foi simplesmente fantástica!
O facto de já não demorar muito até eu ser aposentado é algo que não se sabe apenas há algumas semanas e, ao longo dos anos – e estou a falar conscientemente de anos –, temos andado a pensar em como as coisas poderiam continuar na Igreja Regional. Isto também à luz do facto de que nos tornámos muito maiores em 2018, depois da fusão da qual surgiu a Igreja Regional Alemanha Ocidental. Comecei cedo a ocupar-me com este assunto e orei muito.
Neste caso, foi como muitas vezes acontece: não vem nenhuma luz do céu, e uma voz que diz: "tens de fazer assim", é mais um processo de amadurecimento. Porém, no final de todas as orações e depois de os pensamentos terem amadurecido, temos clareza, ficamos com a certeza absoluta: esta será a pessoa que irá liderar a Igreja Regional no futuro.
Não, ainda há um segundo aspeto: com os meus pensamentos amadurecidos e a certeza que adquiri, dirijo-me ao apóstolo maior e apresento-lhe a minha sugestão. Se o apóstolo maior for da mesma opinião, é sinal de que está tudo certo e que os próximos passos podem ser dados.
É a sua serenidade, a sua calma e a sua capacidade de compreender as coisas muito rapidamente. Ele percebe de finanças e está quase sempre bem-disposto. (riso)
Fiquei surpreendido com a variedade de tarefas que um apóstolo de distrito tem e precisa de gerir. Antes, pensava que ia poder ter uma ideia exata daquilo que me esperava só de olhar para o que era preciso fazer – mas apercebi-me de que a função é muito mais intensa e muito mais diversificada. O que gostei neste tempo foi a imparcialidade e o calor humano com que já fui e sou recebido ainda antes de assumir a minha nova função.
Não foi propriamente fácil, pois eu ainda trabalhava a tempo inteiro na empresa e o apóstolo de distrito só me podia dar pequenas tarefas. Foi aí que percebi que teria sido necessário dedicar-me mais ao assunto. No entanto, estamos a tentar compensar isso agora, nos três meses desde abril, através de uma colaboração muito intensa.
Agora podia dizer-se que isso está nas minhas mãos, que posso organizar o meu plano de serviços divinos de maneira a ter tempo (riso). Só mesmo a Federação Alemã de Futebol é que poderia atrapalhar esse plano.
Fora de brincadeira, parto do princípio de que serão menos de cinco jogos no estádio de Dortmund.
Apóstolo Pöschel: de modo algum (riso). Isso foi algo que nunca foi problema entre nós.
Apóstolo de distrito Storck: uma das razões pela qual não foi problema, talvez também se deva ao facto de o Schalke atualmente jogar na segunda divisão e Dortmund na primeira. Não houve muitos pontos de contacto.
Estou ansioso por conhecer muitos irmãos e irmãs de fé em todas as partes do mundo, estou ansioso por estar muito próximo dos irmãos e irmãs de fé, também aqui na nossa região natal da Alemanha Ocidental. Estou ansioso por trabalhar com os eclesiásticos e os encarregados e estou ansioso por todos os serviços divinos que possa celebrar com os meus irmãos e irmãs de fé.
A minha idade de reforma legal foi exatamente quando fiz 66 anos. Ainda tenho direito à pensão de reforma de empregos anteriores, pelo que a decisão para mim estava clara: o apóstolo de distrito adjunto já começou a trabalhar para a Igreja a tempo inteiro, por que razão é que haviam de estar dois empregados – um apóstolo de distrito e um apóstolo de distrito adjunto – ao mesmo tempo a causar gastos à Igreja? Por isso, decidi recorrer à minha pensão. Foi uma boa decisão.
Por enquanto ainda me sinto completamente envolvido em todas as questões. Já há algum tempo que tenho vindo a envolver o apóstolo de distrito adjunto em decisões que se estendem para o futuro. Mas deixo algumas coisas inteiramente ao critério dele, pois será ele que terá de assumir a responsabilidade por elas.
Em termos de trabalho depois de aposentado, só posso dizer que não tenho quaisquer planos que gostasse de seguir a nível profissional. Sei como passar o dia, tenho filhos e netos, quero praticar um pouco mais de desporto e depois logo se verá o que acontece nos próximos meses.
A continuar ...
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