Fazei isto em memória de mim. Uma frase que ouvimos em todas as celebrações da Santa Ceia. O Catecismo diz que o partir do pão e o agradecimento a Deus são indissociáveis. É por isso que queremos sempre celebrar a Santa Ceia em memória de todos os dons que recebemos de Deus – do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Damos graças a Deus pela nossa vida, pela nossa salvação, pela nossa completação. Agradecemos-lhe pela Igreja, pelo ministério de apóstolo, pela sua obra de salvação e redenção, pela comunidade em que nos é permitido estar em casa.
Podemos exprimir a nossa gratidão por estas dádivas fazendo algo que agrada sempre a Deus: perdoando ao nosso próximo. Estas pequenas coisas que acontecem no matrimónio, na família, na comunidade. Pequenas coisas, mas aparentemente tão importantes para nós que ainda nos apercebemos delas passado meses: ainda está no meu coração, ainda não está completamente perdoado. Espera-se que a outra pessoa dê o primeiro passo, peça desculpa e prometa fazer melhor. Isto envenena a nossa alma, perturba a nossa relação com o nosso próximo.
Se quisermos realmente agradecer ao bom Deus por todas as coisas belas e boas que fez por nós, então perdoemos! Deixemos de lado as coisas do passado e perdoemos as pequenas coisas que não são assim tão más, mas que envenenam as nossas relações na família e na comunidade. Enterremo-las. Não falemos mais sobre isso. Esta será uma linda forma de expressarmos a gratidão por todas as dádivas de Deus – especialmente, mas não só, no ato da celebração da Santa Ceia.
Impulso de um serviço divino do apóstolo maior
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